terça-feira, 20 de setembro de 2016

GENES (part I)


As nossas células fabricam determinadas proteínas 
que são os pilares  de construção da vida.
O nosso corpo é uma fábrica de proteínas. 
A maioria dos órgãos produz proteínas,
 o que acontece através dos genes. 
Expressamos determinados genes através  
de certas células, que produzem proteínas especificas.

A maioria dos organismos adapta-se ás condições do
 seu meio ambiente através de  modificações genéticas 
graduais. Uma vez que os organismos registam todas 
as experiências, nas suas ligações cerebrais e emoções 
corporais, eles sofrem alterações com o tempo. 

Se os leões caçam presas que são mais rápidas do 
que eles, ao envolverem-se activamente nas mesmas 
actividades durante gerações consecutivas, elas
 acabam por desenvolver pernas mais compridas, 
dentes mais afiados ou corações maiores.

Todas as alterações são o resultado dos genes 
a produzirem proteínas que modificam o corpo 
para que se adapte ao seu ambiente.
Por exemplo: numerosas espécies de animais 
desenvolveram a capacidade de se camuflarem. 
O camaleão é provavelmente o maior <<camuflado>>
 e deve a sua capacidade de mudar de cor à expressão 
genética das proteínas. Nestes processos, os genes 
codificam as condições do mundo exterior.

 É a EVOLUÇÃO.

Os nossos genes são tão mutáveis como o nosso cérebro. 
Os últimos estudos demonstram que diferentes genes 
são activados em diferentes momentos.
Há genes que dependem da experiência, sendo activados 
sempre que há crescimento, cura ou aprendizagem. 
E há genes que dependem do estado comportamental, 
sendo influenciados por momentos de stress, do 
estímulo emocional ou pelo sonho.

Uma das áreas de investigação mais activas hoje em dia,
 é o estudo de como o ambiente controla a actividade 
genética. 

Chama-se a ""EPIGENÉTICA"".

Este contraria o modelo genético convencional, 
que afirma que o ADN  controla toda a vida e que 
a expressão genética ocorria no interior da célula.
Esta velha perspectiva condenava-nos a um futuro 
previsível em que o nosso destino  era refém da 
nossa herança genética, e toda a vida celular estava 
pré-determinada, à semelhança do <<fantasma da máquina>>.

Na realidade os genes não se ligam ou desligam. 
Eles são activados por sinais químicos e expressam-se 
de maneiras especificas através da produção de várias proteínas. 
Por exemplo: Optando por estilos de vida mais saudáveis  em 
relação à alimentação e ao nível de stress, enviamos novos sinais 
ás células, e elas expressão novas proteínas sem alterarem 
a impressão digital genética. 

Por isso, embora o código de 
ADN se mantenha inalterado, quando uma célula é activada
 de uma nova maneira por uma nova informação, essa célula 
pode criar milhares de variações do mesmo gene. 
Podemos enviar sinais aos nossos genes para
 eles rescreverem o nosso futuro.

PS - No próximo artigo, voltaremos a este tema. Obrigado.


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