As nossas células fabricam determinadas proteínas
que são os pilares de construção da vida.
O nosso corpo é uma fábrica de proteínas.
A maioria dos órgãos produz proteínas,
o que acontece através dos genes.
Expressamos determinados genes através
de certas células, que produzem proteínas especificas.
A maioria dos organismos adapta-se ás condições do
seu meio ambiente através de modificações genéticas
graduais. Uma vez que os organismos registam todas
as experiências, nas suas ligações cerebrais e emoções
corporais, eles sofrem alterações com o tempo.
Se os leões caçam presas que são mais rápidas do
que eles, ao envolverem-se activamente nas mesmas
actividades durante gerações consecutivas, elas
acabam por desenvolver pernas mais compridas,
dentes mais afiados ou corações maiores.
Todas as alterações são o resultado dos genes
a produzirem proteínas que modificam o corpo
para que se adapte ao seu ambiente.
Por exemplo: numerosas espécies de animais
desenvolveram a capacidade de se camuflarem.
O camaleão é provavelmente o maior <<camuflado>>
e deve a sua capacidade de mudar de cor à expressão
genética das proteínas. Nestes processos, os genes
codificam as condições do mundo exterior.
É a EVOLUÇÃO.
Os nossos genes são tão mutáveis como o nosso cérebro.
Os últimos estudos demonstram que diferentes genes
são activados em diferentes momentos.
Há genes que dependem da experiência, sendo activados
sempre que há crescimento, cura ou aprendizagem.
E há genes que dependem do estado comportamental,
sendo influenciados por momentos de stress, do
estímulo emocional ou pelo sonho.
Uma das áreas de investigação mais activas hoje em dia,
é o estudo de como o ambiente controla a actividade
genética.
Chama-se a ""EPIGENÉTICA"".
Este contraria o modelo genético convencional,
que afirma que o ADN controla toda a vida e que
a expressão genética ocorria no interior da célula.
Esta velha perspectiva condenava-nos a um futuro
previsível em que o nosso destino era refém da
nossa herança genética, e toda a vida celular estava
pré-determinada, à semelhança do <<fantasma da máquina>>.
Na realidade os genes não se ligam ou desligam.
Eles são activados por sinais químicos e expressam-se
de maneiras especificas através da produção de várias proteínas.
Por exemplo: Optando por estilos de vida mais saudáveis em
relação à alimentação e ao nível de stress, enviamos novos sinais
ás células, e elas expressão novas proteínas sem alterarem
a impressão digital genética.
Por isso, embora o código de
ADN se mantenha inalterado, quando uma célula é activada
de uma nova maneira por uma nova informação, essa célula
pode criar milhares de variações do mesmo gene.
Podemos enviar sinais aos nossos genes para
eles rescreverem o nosso futuro.
PS - No próximo artigo, voltaremos a este tema. Obrigado.

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